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Endócrino
& Gastro

Conexões na clínica de cães e gatos

O hormônio regula o intestino. A endocrinopatia pode aparecer primeiro como sinal digestivo. E o mesmo corticoide que controla a enteropatia pode descompensar o metabolismo. Oito aulas para compreender essas conexões e tomar decisões clínicas mais seguras.

às

  • 8 aulas online ao vivo
  • 10 horas de carga horária
  • 3 meses de acesso à gravação
Monalisa Jales
Maltês
Ricardo Duarte
Thiago Vendramini
Luciana Chagas Caperuto
Ana Rita Pereira
Maria Carolina Pappalardo
Gato rajado
Archivaldo Reche Júnior
Yorkshire

Grandes especialistas reunidos no mesmo dia.

Gato deitado na mesa de exame recebendo palpação abdominal

Quando o sinal digestivo não é do intestino

Vômito, diarreia, constipação, perda de peso, alteração de apetite. O mesmo quadro que abre uma investigação gastroenterológica pode ser a primeira manifestação de hipoadrenocorticismo, diabetes mellitus, hipercortisolismo ou doença da tireoide.

E há o caminho inverso: sinais digestivos também podem surgir após o início do tratamento de uma endocrinopatia, como ocorre no hipocortisolismo em pacientes tratados para hipercortisolismo.

Reconhecer essa interação é essencial para direcionar a investigação e conduzir o paciente de forma integrada.

O curso aborda os mecanismos envolvidos, as manifestações clínicas, os desafios diagnósticos e as decisões terapêuticas necessárias para uma condução mais completa e individualizada.

Da fisiologia à decisão terapêutica

A programação foi organizada em uma linha de raciocínio integrada, que parte da fisiologia, passa pelo reconhecimento das manifestações clínicas e chega aos desafios diagnósticos e terapêuticos da rotina.

  1. A fisiologia

    O hormônio comanda o intestino normal

    Motilidade, esvaziamento gástrico, secreção digestiva, absorção, apetite, saciedade e balanço energético. Gastrina, secretina, colecistocinina, motilina, somatostatina, grelina, leptina, insulina, glucagon, GIP, GLP-1, GLP-2 e peptídeo YY. O sistema nervoso entérico e o eixo cérebro-intestino fechando a alça.

  2. A manifestação

    A endocrinopatia aparece no trato digestivo

    Como reconhecer o quadro digestivo que é, na verdade, manifestação hormonal. Quais padrões clínicos e laboratoriais indicam a necessidade de investigação hormonal. O que muda quando o intestino e a glândula adoecem juntos: hipercortisolismo, diabetes, obesidade e dislipidemias.

  3. O conflito terapêutico

    Tratar um sem descompensar o outro

    O corticoide que controla a enteropatia crônica gera resistência insulínica, hiperglicemia e risco de diabetes. Menor dose eficaz, redução, administração intermitente, imunomoduladores alternativos. E o monitoramento que precisa correr nos dois sistemas ao mesmo tempo.

O dia inteiro, hora a hora

Oito palestras de uma hora, das 8h às 18h. Abra cada uma para ver o objetivo e o conteúdo.

08:00 - 09:00 Luciana Chagas Caperuto UNIFESP Diadema · ICB-USP Hormônios, metabolismo e intestino: compreendendo o eixo endócrino-digestivo Objetivo e conteúdo

Apresentar as bases fisiológicas da integração entre os sistemas endócrino, metabólico e digestório, permitindo compreender como os hormônios participam do funcionamento normal do trato gastrointestinal.

Conteúdo esperado
  • Controle hormonal e neuroendócrino da motilidade gastrointestinal e do esvaziamento gástrico
  • Regulação das secreções digestivas, absorção de nutrientes, apetite, saciedade e balanço energético
  • Funções de gastrina, secretina, colecistocinina, motilina, somatostatina, grelina, leptina, insulina, glucagon, GIP, GLP-1, GLP-2 e peptídeo YY
  • Participação do sistema nervoso entérico e do eixo cérebro-intestino na integração dessas respostas
09:00 - 10:00 Monalisa Jales ABEV · Clínica Meta Quando a endocrinopatia se manifesta no trato digestivo: reconhecendo os sinais gastrointestinais Objetivo e conteúdo

Capacitar o gastroenterologista a reconhecer situações nas quais os sinais digestivos podem ser manifestação de uma endocrinopatia ou consequência de seu tratamento.

Conteúdo esperado
  • Vômito, diarreia, constipação, alterações do apetite, perda de peso e dismotilidade relacionados às endocrinopatias
  • Manifestações gastrointestinais do hipoadrenocorticismo, diabetes mellitus, hipercortisolismo e doenças da tireoide
  • Sinais digestivos que podem surgir durante o tratamento endócrino, incluindo hipocortisolismo em pacientes tratados para hipercortisolismo
  • Padrões clínicos e laboratoriais que indicam a necessidade de investigação hormonal e principais diagnósticos diferenciais
10:00 - 10:30
Intervalo
10:30 - 11:30 Thiago Vendramini FMVZ-USP · CEPEN Pet Microbioma intestinal e suas inter-relações com as principais doenças endócrinas em cães e gatos Objetivo e conteúdo

Apresentar os conhecimentos atuais sobre o papel da microbiota intestinal na regulação metabólica e imunológica, destacando suas possíveis relações com as principais endocrinopatias de cães e gatos.

Conteúdo esperado
  • Fundamentos da microbiota e do microbioma intestinal
  • Comunicação bidirecional entre microbiota, sistema imune e sistema endócrino
  • Influência da dieta, idade, ambiente, medicamentos e doenças concomitantes
  • Alterações descritas na obesidade, diabetes, hipercortisolismo, hipotireoidismo canino e hipertireoidismo felino
  • Relação entre disbiose, inflamação, resistência insulínica e metabolismo
  • Possibilidades de modulação da microbiota e limitações das evidências atuais
11:30 - 12:30 Ricardo Duarte FMU · All Care Vet Hepatopatia vacuolar no cão endocrinopata: mecanismos, diagnóstico e manejo clínico Objetivo e conteúdo

Diferenciar os mecanismos de vacuolização hepatocelular e orientar a investigação e o manejo da hepatopatia vacuolar associada às endocrinopatias caninas.

Conteúdo esperado
  • Acúmulo de glicogênio versus acúmulo lipídico e uso adequado das nomenclaturas hepatopatia vacuolar e esteatose
  • Relação com hipercortisolismo, corticoterapia, diabetes mellitus, obesidade e dislipidemias
  • Interpretação das alterações enzimáticas, ultrassonográficas e citológicas ou histopatológicas, e quando indicar citologia ou biópsia
  • Tratamento da doença de base, suporte hepatobiliar, monitoramento e critérios para avaliar a resposta terapêutica
12:30 - 13:30
Almoço
13:30 - 14:30 Ana Rita Pereira GastroVet-SP · IEP Ranvier-SP · Veros Enteropatia inflamatória crônica no cão endocrinopata: do diagnóstico ao tratamento individualizado Objetivo e conteúdo

Discutir o diagnóstico e a individualização do tratamento da enteropatia inflamatória crônica em cães com endocrinopatias, buscando controlar a doença intestinal sem agravar o distúrbio hormonal ou metabólico.

Conteúdo esperado
  • Diferenciação entre manifestações digestivas da endocrinopatia e enteropatia concomitante
  • Particularidades dos cães com hipercortisolismo, diabetes, obesidade e dislipidemias
  • Investigação diagnóstica e intervenção nutricional
  • Riscos do uso de corticoides no paciente endocrinopata
  • Estratégias para reduzir a exposição aos corticoides e indicação de outros imunomoduladores
  • Monitoramento conjunto da resposta intestinal e do controle endócrino
14:30 - 15:30 Archivaldo Reche Júnior FMVZ-USP · Vetmasters Enteropatia crônica felina: desafios diagnósticos, tratamento e monitorização glicêmica Objetivo e conteúdo

Discutir a investigação e o tratamento das enteropatias crônicas felinas, com atenção ao risco de hiperglicemia e diabetes associado à corticoterapia prolongada.

Conteúdo esperado
  • Investigação das enteropatias crônicas e principais diagnósticos diferenciais
  • Diferenciação entre enteropatia inflamatória e linfoma intestinal de pequenas células
  • Papel da dieta, cobalamina, endoscopia, histopatologia e imunofenotipagem
  • Indicações e limitações da prednisolona, budesonida, clorambucil e outros imunomoduladores
  • Escolha da menor dose eficaz e estratégias de redução ou manutenção da corticoterapia
  • Efeitos dos corticoides sobre resistência insulínica, hiperglicemia e risco de diabetes
  • Monitorização com glicemia, frutosamina, urinálise e sensores contínuos de glicose
  • Ajuste terapêutico nos gatos que desenvolvem hiperglicemia ou diabetes durante o tratamento
15:30 - 16:00
Intervalo
16:00 - 17:00 Maria Carolina Pappalardo ABRAGA · VetUnity · Pet Care · UFAPE Lama e mucocele biliar em cães: prevalência, relação com endocrinopatias e novas perspectivas da metabolômica Objetivo e conteúdo

Discutir a frequência da lama e da mucocele biliar em cães, suas possíveis relações com endocrinopatias e distúrbios metabólicos e como a metabolômica pode contribuir para a compreensão da fisiopatologia da doença biliar.

Conteúdo esperado
  • Prevalência e importância clínica da lama e da mucocele biliar em cães
  • Relação com hipercortisolismo, hipotireoidismo, diabetes mellitus, obesidade e dislipidemias
  • Possíveis mecanismos envolvidos, incluindo alterações da motilidade da vesícula, composição da bile e metabolismo dos lipídios e ácidos biliares
  • Principais alterações metabolômicas identificadas nos cães acometidos
  • Potencial contribuição da metabolômica para a identificação de fatores de risco, biomarcadores e possíveis mecanismos relacionados ao desenvolvimento ou à progressão da doença biliar
  • Implicações futuras para monitoramento e tomada de decisões terapêuticas
17:00 - 18:00 Maria Carolina Pappalardo ABRAGA · VetUnity · Pet Care · UFAPE Nem toda alteração hepática é endócrina: diagnóstico e desafios do manejo das hepatopatias primárias no paciente endocrinopata Objetivo e conteúdo

Discutir como diferenciar as alterações hepáticas secundárias às endocrinopatias de uma hepatopatia primária concomitante, destacando os desafios diagnósticos e terapêuticos nesses pacientes.

Conteúdo esperado
  • Alterações hepáticas esperadas no hipercortisolismo, diabetes, obesidade, dislipidemias e durante a corticoterapia
  • Interpretação do aumento de ALT e FA, hepatomegalia e alterações ultrassonográficas
  • Sinais de alerta para hepatopatia primária, especialmente diante de alterações persistentes, progressivas ou desproporcionais
  • Avaliação da função hepática e indicação de citologia ou biópsia
  • Uso criterioso de corticoides no paciente endocrinopata, definição da menor dose eficaz e estratégias de redução ou administração intermitente
  • Indicação de outros imunomoduladores e estratégias para reduzir a exposição aos corticoides
  • Monitoramento da resposta hepática e do controle endócrino durante o tratamento

Com quem você vai aprender

Sete profissionais reunidos para compartilhar conhecimento e experiência nas áreas de Endocrinologia, Fisiologia, Gastroenterologia, Medicina Felina e Nutrição. Abra cada card para conhecer o currículo completo.

Coordenação científica

Com ampla experiência clínica, acadêmica e científica em Endocrinologia Veterinária, Márcia Jericó e Viviani De Marco desenvolveram uma programação integrada, conectando Endocrinologia e Gastroenterologia aos desafios da prática clínica de cães e gatos.

Um dia de atualização científica com interação ao vivo

  • Ao vivo, das 8h às 18h

    Oito aulas em sequência no dia 23 de outubro.

  • Interação com quem ensina

    Espaço de perguntas e networking com os palestrantes e com os outros participantes.

  • Três meses de acesso à gravação

    Acesso a todas as aulas depois do evento, para rever o que ficou para trás.

  • Certificado de 10 horas

    Emitido pela MV Minds ao final do curso.

Para quem é este curso

O clínico geral de pequenos animais

Na rotina

O mesmo paciente traz os dois problemas e chega primeiro em você.

O que você leva

Uma visão integrada para reconhecer essas conexões, direcionar a investigação e tomar decisões terapêuticas mais seguras.

O gastroenterologista

Na rotina

Você investiga o vômito crônico, a diarreia que não responde à dieta, a perda de peso. E às vezes a origem é endócrina.

O que você leva

Os padrões clínicos e laboratoriais que apontam para a endocrinopatia.

O endocrinologista

Na rotina

Você controla o hipercortisolismo, ajusta a insulina, acompanha a tireoide. E o paciente continua com sinal digestivo.

O que você leva

Como separar o que é manifestação da endocrinopatia do que é enteropatia concomitante.

Quem atende felinos

Na rotina

O gato com enteropatia crônica: doença inflamatória intestinal ou linfoma intestinal de pequenas células? E como conduzir a corticoterapia prolongada diante do risco de alterações glicêmicas e diabetes mellitus?

O que você leva

Estratégias para diagnosticar e tratar a enteropatia crônica felina, com atenção ao risco de alterações glicêmicas durante o tratamento.

Escolha sua categoria

Todas as categorias incluem o mesmo: acesso completo ao evento, espaço de networking, três meses de acesso à gravação e certificado de 10 horas.

01

Estudantes de graduação e residentes, alunos da Pós-Graduação de Endocrinologia da Equalis & MV Minds

R$ 350

Garantir minha vaga
02

Alunos MV Minds, alunos da Pós-Graduação de Gastroenterologia da UFAPE e do IEP Ranvier, Sócios ABEV, Sócios ABRAGA e clientes Hormonalle

R$ 400

Garantir minha vaga
03

Médicos-veterinários não associados

R$ 450

Garantir minha vaga

Patrocínio e apoio

Apoio institucional

Separe a sexta, 23 de outubro

Endócrino e gastro se encontram no mesmo paciente, e é assim que o dia foi montado: oito aulas ao vivo com quem pesquisa os dois lados, sob coordenação científica de Márcia Jericó e Viviani De Marco. Você volta para o consultório sabendo quando o caso digestivo pede investigação hormonal.

  • Das 8h às 18h
  • Oito aulas online e ao vivo
  • Três meses de acesso à gravação
  • Certificado de 10 horas
Garantir minha vaga

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